Um dia chega a indiferença

Tem dias em que acordas e o mundo é teu, o sol o céu e o mar estão juntos ali, só para ti. Todas as cores se misturam e o branco é a luz que esperas ver de noite. Uma noite branca. Brilhante: uma noite brilhante. E é isso mesmo que tens e dura dura dura algum tempo. Mas chega um dia em que não dura mais.

Chega um dia em que ele não te responde porque está a pensar noutra coisa. Chega um dia em que o telefone já não toca tanto, em que as chamadas ficam vaziam de vozes e o olhar dele já não é o mesmo. Chega um dia em que as coisas que ele tem para fazer são mais importantes do que o que tu tens para dizer. Chega um dia em que tu pensas e não consegues descobrir onde está o erro. Depois desligas e esperas. E as chamadas voltam a não ter voz. Nesse dia, a indiferença chegou e veio para ficar.

Mas existe uma verdade por aqui. A indiferença faz parte dos dias, é o que separa o verdadeiro do superficial. É um sentimento que faz parte da rotina, boa ou má, necessária ou não. Um dia ele chega e és tu quem tem a indiferença no corpo, na mente, naquela tarde. No dia seguinte acordas e já não a tens contigo.

Da próxima vez que ele for indiferente, mostra-lhe como isso não é a luz branca que esperavas e que sonhavas e que vivias. E adormece e espera que uma nova manhã cheia de cores acorde contigo.

 

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